50 anos da morte de Marighella 

Luiz Fernando Leal Padulla*

Em 4 de novembro de 1969 assassinaram Marighella. Agentes do DOPS, usando de sua tática truculenta e covarde (como é habitual até hoje na figura pária da Polícia Militar, filhotes da ditadura), usou companheiros como isca, encurralou e fuzilou Carlos na Alameda Casa Branca.

No portal “Memórias da Ditatura”, descrevem Carlos Marighella como “político, guerrilheiro e poeta (…) vivenciou a repressão de dois regimes autoritários: o Estado Novo (1937-1945), de Getúlio Vargas, e a ditadura militar iniciada em 1964. Foi um dos principais organizadores da resistência contra o regime militar e chegou a ser considerado o inimigo número um da ditadura”.
Carlos não foi apenas um cidadão. Foi um guerreiro, que abdicou de sua vida pessoal por uma luta ampla e social.
Cinquenta anos depois de sua morte, Marighella ainda é lembrado por sua busca de justiça. E até hoje ainda tira o sono de fascistas que, em pleno século XXI, ainda impõe uma censura sobre sua própria biografia cinematográfica.
Podem tentar nos calar, mas jamais apagarão a chama da democracia que Carlos e tantos outros brasileiros e brasileiras acenderam. Os tempos são obscuros e trevosos sob a batuta de um presidente (sic) eleito por meio de FAKE NEWS, apoiador de milícias e, junto com seu clã bolsonarista, muito provavelmente envolvido com a execução da vereadora Marielle. Mas continuaremos lutando e resistindo.
Por isso é importante que se conheça a verdade, pois só ela nos permite lutar com sabedoria e consciência de que estamos do lado certo da história.
Em seu fabuloso livro “Mariguella: o guerrilheiro que incendiou o mundo”, Mario Magalhães mostra quem foi verdadeiramente esse soteropolitano. Lendo-o e se informando, todo estigma jogado sobre Marighella – ditado pela direita desesperada e reacionária –se desfaz como pó, dando espaço para a verdade.
Assim sendo, não julgue Carlos Marighella antes de conhecer sua biografia e seu ideal. Marighella foi sim um herói, que bateu de frente contra os interesses imperialistas e capitalistas dos EUA. Carlos foi, acima de tudo, um verdadeiro brasileiro, que colocaria “no chinelo” qualquer um que se diz patriota hoje em dia – o que inclui até mesmo os milicos da velha guarda, que atualmente são verdadeiros criminosos e cúmplices lesa-pátria.
Marighella foi – e deve ser para sempre – um exemplo de resistência!
Carlos Marighella, presente!
*Professor, Biólogo, Doutor em Etologia, Mestre em Ciências, Especialista em Bioecologia e Conservação. Autor do blog Biólogo Socialista.

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