Por que não reagimos?

*Por Luiz Fernando Leal Padulla

Fiquei bastante decepcionado com a passividade dos verdadeiros brasileiros, muitos da esquerda, perante os atos tomados pelo governo ilegítimo de Temer.

Por um lado, não me surpreendeu o que (não) fizeram os defensores do golpe, que obviamente tinham seus interesses – empresários e a Fiesp de olho no fim da CLT e Reforma Trabalhista/Previdenciária; políticos do PSDB, PMDB, DEM envolvidos nos casos de corrupção querendo acobertar as investigações.

Já os inocentes/ignorantes úteis, que foram manipulados massivamente pelos hipócritas e suspeitíssimos movimentos “apartidários”, como o MBL, VemPraRua e cia., simplesmente aceitaram. Ficaram calados, não bateram panelas e nem buzinaram perante o caos e o descrédito que nosso país entrou.

(Tenho cá minhas teorias: arrependimento e vergonha da besteira que fizeram e/ou orgulho, a ponto de não quererem admitir que nós, que os alertávamos sobre tudo o que estava por acontecer, tínhamos razão!)

Mas deixemos de lado o motivo – cedo ou tarde ele aparecerá. Fui atrás do que teria motivado essa passividade da esquerda. E eis que me deparei com um termo militar alemão: Blitzkrieg.

A definição deste termo é: “guerra-relâmpago”, e foi uma doutrina militar que operava utilizando forças móveis em ataques rápidos e de surpresa, evitando assim que as forças inimigas tivessem tempo de organizar a defesa e qualquer reação.

temerinferno

A avalanche de medidas adotadas por Temer e seu conluio, é similar a isso. Poderíamos chamar de “Blitzkrieg política”, uma vez que impossibilitou qualquer reação massiva da população. E quando se ameaçava reagir, outras medidas impopulares ganhavam forma e era aprovada. Foi assim com a PEC 241 – que virou PEC 55 – que congelou os investimentos em saúde e educação por 20 anos, com a proposta da reforma trabalhista – praticamente aprovada pelos golpistas que devem favor ao apoio do pato amarelo da Fiesp – e a falaciosa reforma da previdência.

Ou seja, em resumo, quem dança com tudo isso somos nós!

Ah! Isso inclui você, que foi fantasiado às ruas e gritou “Fora Dilma”, viu? Afinal, se não faz parte do 1% da população rica – e entenda: rico significa burguês (detentor dos meios de produção), e não o fato de você ter um carro zero – tudo isso também te afetará.

A pergunta que faço é: sabendo a causa e suas prováveis consequências, ficaremos calados ou tomaremos alguma atitude?

O remédio para esse problema? Só vejo um: ocupar/invadir Brasília. Chega de atos isolados, manifestações. Os bandidos não se importam e seguem com o plano de destruir o Brasil e perpetuar a corrupção. Ou tomamos medidas enérgicas eficazes, ou ficaremos apenas lamentando depois.

Em tempo: onde estão vocês, movimentos sociais? CUT, cadê sua greve geral? MST? MTST?

*Professor, Biólogo, Doutor em Etologia, Mestre em Ciências, Especialista em Bioecologia e Conservação

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2 comentários sobre “Por que não reagimos?

  1. Sinceramente, não sei o que passa na cabeça desse povo. Tudo de horrível vem acontecendo há décadas, e cada um se preocupa com si. Não pensam em filhos e netos. Só com o momento. E tomam partido de quem os oprime! Muitos remediados, num ódio a Lula, não reconhecem as ações que permitiram melhor acesso a formação e criação de melhores oportunidades, porque acham que é muito, e eles já têm esse acesso. Admiram os que ostentam, mas se acham roubados, por uma bolsa ou por ver pobres tendo alguma conquista. São simpatizantes de aecio Neves! E são moralmente preguiçosos, sempre pensando no velho “meu pirão primeiro”.

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