O perigo de Temer cair

*Por Luiz Fernando Leal Padulla

As medidas impopulares e abusivas do golpista Temer e seu grupeto podem estar com os dias contados sim. A rejeição é grande e a imagem do Brasil interna e externamente está se deteriorando. O golpe foi devidamente escancarado e denunciado.

E tudo isso pode ter sido minuciosamente arquitetado pelo PSDB e até mesmo pela cúpula do PMDB.

Depois que acompanhei a aula magna de Paulo Henrique Amorim, na UNIMEP no dia 1º de setembro, confesso que fiquei ressabiado com a possível queda de Temer. Isso porque para o jornalista está claro que Temer cairá…e aí que está o problema maior.

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Paulo Henrique Amorim autografando meu livro “O 4º Poder”, em Piracicaba-SP.

Temer seria um bode expiatório, um laranja, um engodo para atrair presas maiores. Temer tentaria todas as obtusidades possíveis para atender aos interesses elitistas, mas ficaria cada vez impopular. O povo vai às ruas e…..ele cai.

Isso até o final do ano. E mesmo que não caia por si só, o TSE, sob a presidência do juiz tucano Gilmar Mendes, já sinalizou que pode cassar o mandato de Temer na ação de impugnação de mandato eletivo que corre na corte – contra a eleição dele e de Dilma Rousseff em 2014.

Temer estaria sendo usado?

Temer teria seu “roubo roubado” justamente pelos tucanos. Ou, como bem define Paulo Henrique Amorim, “é o golpe dentro do golpe!”

O tempo irá dizer. Ou Temer cai pela pressão popular, ou o PSDB o derrubará.

Caindo, o Congresso (sim, o Congresso!) pode eleger qualquer um para a presidência da República para completar o mandato legítimo de Dilma, surrupiado pelo golpista Temer. Com um detalhe importante: para este posto “temporário” de um ano – antes das novas eleições de 2018, se é que existirá! – não se exige que o escolhido seja um congressista.

Ou seja, para os visionários, os nomes almejados seriam de José Serra (PSDB) ou até mesmo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB) – ambos comprometidíssimos com o entreguismo do país aos interesses ianques e do FMI.

Não à toa, vê-se agora manobras de descontentamento do PSDB frente ao governo golpista de Temer. Ameaças de ruptura, insatisfações com suas medidas econômicas e por aí vai.

Coincidência? Duvido.

Seria a trama perfeita para o golpismo do PSDB, que não consegue voltar ao poder através das urnas e assim, conseguiria o posto para adotar novamente políticas neoliberais de privatizações e benefício da classe empresarial. As reservas do Pré-Sal, de nióbio e até mesmo o Aquífero Guarani estariam na mira dos EUA.

(Leia aqui a reportagem do Correio do Brasil sobre o interesse de privatização do Aquífero Guarani: http://www.correiodobrasil.com.br/multinacionais-querem-privatizar-uso-da-agua-e-temer-negocia/)

Em tempo: para que insiste em dizer que “quem votou em Dilma, votou em Temer”, seria interessante entender como ocorrem as coligações e, consequentemente, a escolha dos vices. Ao tramar o golpe, sob a farsa de “impeachment”, Temer não só compactuou com a mentira, como não cumpriu  o plano de governo que deveria ser continuado. Afinal, foi este mesmo plano, ao qual o golpista se comprometeu, que deveria ser seguido – incluindo a manutenção dos programas sociais, por exemplo. Sendo assim, esse GOLPE não tem o apoio dos 54.501.118 eleitores que escolheram de forma democrática sua presidenta. Não votei em Temer! Votei em um plano de governo representado por minha presidenta Dilma Rousseff.

*Professor, Biólogo, Doutor em Etologia, Mestre em Ciências, Especialista em Bioecologia e Conservação

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