Quarta-feira insana

 


*Por Luiz Fernando Leal Padulla

A noite de quarta-feira (16) foi tensa. Após a alegria de ver Lula nomeado Ministro da Casa Civil, com clara contribuição a um novo salto e avanço do país, eis que o golpe se desenhou, saiu às ruas e começou a ser armado pela mídia televisiva, abastecido pela fúria ensandecida de um juiz deslumbrado por sua popularidade entre os golpistas. Por volta das 20h30, surge um áudio vazado pelo juiz paladino da moral, Sérgio “Não Vem Ao Caso” Moro. O fantasma de 64 parecia se erguer.

A imprensa, representada principalmente pelas organizações Globo e os jornais Folha de S. Paulo e Estado de S. Paulo, tal como fez derrubando Jango, tentou novamente a cartada final. Um dia antes, a revista (?) Veja manipula trechos de uma conversa entre o Ministro da Educação tentando envolver a presidenta Dilma em atos ilícitos. No dia seguinte, o grampo telefônico ILEGAL no Planalto, onde Dilma discute o “termo de posse” de Lula, é transformado em uma conversa que Dilma articularia a salvação de Lula de uma possível prisão. E o circo foi armado!

No dia em que Aécio se viu definitivamente encurralado e sem para onde correr. No dia em que a oposição foi escancarada em casos de corrupção. Os golpistas, amparados e apoiados pela grande mídia, tentaram sua última cartada.

Um juiz partidário, que tentou brilhar mais que uma própria nação, de forma arbitrária, sobrepondo os limites de nossa Constituição, insultando a inteligência de uma nação, conclamou inocentes úteis e uma oposição hipócrita e alienada ao embate das ruas. Insuflou e acendeu um estopim que beira a guerra civil. Sua atitude irresponsável deve ser repudiada, independente de partidos e ideologias. Moro, definitivamente, passou dos limites e da própria sanidade mental.

E precisa ser barrado antes que a democracia e a ordem sejam ainda mais desmoralizadas.

Moro não é mais um juiz. Moro passa a ser um criminoso que tenta provocar uma convulsão social. Moro é um criminoso e doente mental. A cara que simboliza essa direita ultrajante e fascista!

Dia 16 de março ficou para a história como o início do fim deste golpe.

Não passarão! Não vai ter golpe! Vai ter luta!

 

*Biólogo e professor, Doutor em Etologia, Mestre em Ciências

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